domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu, gotas de mim (03/03/2007) - 16 anos

Sentada.
Sol de cada manhã escolar.
Cansada.
Beira do mar da atenção.
Amada.
Nada a declarar.


De cada prédio, imagem transitória atiça.
Ilumina rosto da rua sóbria.


Aves se enraizam em dores da humanidade.
Flores absorvem poderes oxigenados no silêncio dos bancos tristes solitários.

Gotas admiram parcialmente a evacuação dos barcos translúcidos em torno do céu.


Transformam-se em mútua visão do infinito.

Sonhe (01/03/2007) - 16 anos

Sonhos: caminhos luminosos, sombrios, normalmente enigmáticos.
O primeiro passo de uma criança pode ser o primeiro sonho inconsciente de um corredor.
Para alcançar o que almeja , dê o primeiro passo: sonhe grande o suficiente.

Pense (01/03/2007) - 16 anos

Pensamentos individuais 
                        progridem em coletividade.
A união atinge e concretiza grande número   
                      de idéias em criativos quadros.
E, vivendo juntos, 
                         acreditando adiante, 
                     tornam-se, naturalmente,
                                                           realidades.

Ilusão perdida (24/02/2006) - 15 anos

Vida difícil e sofrida. 
Vida não vivida. 
Será que realmente pode-se chamar de vida, o que aquela pessoa desmerecedora sofre? Não...
Dia, meio dia, sol raiando, dificuldades, para eles, rotina. 
Noite, meia noite.
Não dormem de preocupação. Solidão...
Se viver é uma arte, não é artista aquele homem querido. 
Sacrifício.
Salário? Sequer nunca o viu. 
                                                           Nuun ca...
Come com o dinheito que reciclou. 
Mesmo assim, agradece pelo o seu trabalho árduo. 
Não fica errando de bar em bar como muitos, lá enterram o seu salário.
Melancolia no miocárdio. 
Ardor.
Mau hálito incontestável. 
Mais educados que outros, outrora não estão em seu lugar.
Inocente sofredor.
Que, tudo isso, são apenas cacos do seu humilde coração.
                                                        Que papelão!

Suavidade azul (26/02/2007) - 16 anos

Palavra forte   
                  aparenta em plena virtude de amar

não mais 
           aquele que desfez-se em si válida poesia

provável ao olhos curiosos  
                de uma criança persistente em sua teimosia

perante aos meus olhos             sombrios de mim...

Por que não? (20/02/2007) - 15 anos

Pode ser que sim, no reflexo do não ser quem é...
    Tudo é questão de fim,              querer ou não...
Melodia do sim e do não ser em razão do seu, 
                                                 tão complexo,
                                                                      não...

Crises únicas (14/01/2007) - 15 anos

Satisfazer sua insatisfação de forma ambiciosa requer direito de escolha: compras ou amas?
Iludir-se pode ser uma insensata forma de não descompensar.
Buzinas causam transtornos em sua mente confusa.
Crises existenciais, talvez.
Fase cômica.
             Adolescência.
                         Irritabilidade e incoerência.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Luz da luminária (13/01/2007) - 15 anos

Estando aqui, posso adquirir perguntas quaisquer. 
      Pensamentos voam em seu exclusivo espaço.
 Inclusive, permita-se o engano, a correção.
                            Ajuste seus neurônios.
                  Sentimentos maduros de evolução.
                                       Evulsão...

Explosão de flores (09/01/2007) - 15 anos

Noite e dia se completam como flores em estações alternadas

Silenciam segredos brisantes como uma pipa no ar

Violas declaram viva sua existência mútua, vista em parábola coexistente

Sucessos elegem trevas de trovões enfeitiçando eleitos sonhos mirabolantes

Rasga-se um pedaço valorizado

Ato desnecessário

Valoriza uma poesia derramada sensivelmente em notas musicais

Permaneço com meu giz,traçando tangíveis encontros e desencontros.

                            Anagramas.

Confuso caso (06/01/2007) - 15 anos

Desenho tua alma de artista em minha revista emotiva.

Amorosidade honesta em filmes complexos de cenas imaginárias.

 Emoções à flor da pele...

Pele brilhante como a luz que cada vagalume carrega em si.


 Existe sempre uma questão...

Honra ao desafio de querer mudar.

Mudar para aceitar o canto do beija flor.

Cantar para afinar o encantamento nos ares.

Amor: soneto severo. Nada tenho a temer.

Verdades não absolutas e sinceras.

Flores na janela.

Mente aberta e, 

                          indiscreta forma

                                                           de ser 

                         
                             discreta.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mar tanto (05/02/2007) - 15 anos

Tingir de ouro o couro duro.

Ouvir a melhor música da semana.

Acreditar no que o vento sopra.

Viver o querer.

Querer viver.
Morrer...

de rir.
Absorver 
             os                    pecados 
                      e   a                               culpa

de trazer 
              
                     no coração 
                                                      certa
                 alegria   

                          que os incomoda...

que sangra...
                          que brilha...


Todo o esplendor de um dia a mais

cai nos meus pés
não cansados de tanto mar.

Ofusco de tanto brilho, 

brilhante de tanta estabilidade.

Choro de tanto riso,
riso pós choro.

Como a si mesma...

                                   amar...




Sabedoria fina (05/01/2007) - 15 anos

Riscos.

            Rabiscos.

Sol estrelado de estar por perto do raio de tua manhã.

      Dengosas manhas matinais.

   Arrastam-se douradas no céu. 

Noto notas de sua onda serena conquistada em plena imensidão.

Praia, conversa, som de namoro...

Naturalmente tão longe de um perto fim...

Mar do amor (02/01/2007) 15 anos

Na miragem de cada lírio de árvore vejo nua sua presença crua.
Vejo, e insiste...

Ressoa transparecer nebulosa a lenta chuva de violeta.
                                                          Violenta...

Cai a noite...meia noite.

Pessoas caçoam ares infalíveis.

Lugares..

                Esconderijos...

Lançam, ao longo do percurso mitologia festiva...

                                                      Mágica real.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reciprocidade (24/12/2006) - 15 anos

Redijo o perdido das aves que aqui sussurram lábios de serenos lugares sombrios.
Longevidade faz enraizarem poemas delirantes encadeados em chaves perdidas.
Saltos inexatos permanecem-se em perspicazes sabores amargos.
O luar filma répteis caçadores de enganos conflitíveis.
Caravanas em reencontros de saudades enfrentam tempestades de alívio.
Almofadas transbordam-se em penas de seres humanos insensíveis e com incontestáveis humores.
Pontes nos ligam em estradas longínquas de universos simbólicos.
Estrelas fazem originar fulgorosas cores únicas do raio de cada riso solar.
Pólos diferentes nos leva à realidade previsível de todos os anos.

E, cada lágrima, merece plena liberdade alheia...

Desaforo (23/12/2006) - 15 anos

Engana-se em tentar enganarmos.
O engano não lhe dá o direito de querer provar.
A falta de evidência de coragem em sua mente fica muito evidente.
Obscuridão permante...
Um falso contentamento que satisfaz sua solidão com uma irônica falsidade.

                          Apenas seja.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nós poderosas (Dezembro de 2006) - 15 anos

Senti vontade de escrever o indescritível;
Explicar o inexplicável e fazer existir o inexistente.
Uma ausência qualquer exalta saltos inexatos e, em minhas poesias, o sentido não faz sentido.
O certo pode ser incerto e o exato inexato.

Flores nos atingem e tornamos mulheres em dias nublados outonais.
Meninas que brincavam tornam-se mulheres maduras que brincam de viver e aprender.
Vivem de erros e acertos, saudades de recordações de bonecas amadas e abandonadas.
Vivem do agora, do hoje, do amanhã e do ontem;
Vivem do amor e da emoção de viver bem.

Momentos retratam reflexos em espelhos cósmicos inespelhados em jovens choros crônicos;
Certamente o espaço brilha com cores de rotação, dores de rumo ao nada.
Montanhas reacendem o brilho dos olhares de cavernas nebulosas requisitas de orgulho e poderes reais.
Lanternas fecham-se em voltas de distúrbios.
Roupas flutuam em varais presos em nuvens de solidão.

E, gotas de chuva, faz nos sermos eternas mulheres maduras...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Viver (Novembro de 2006) - 15 anos

Em cada olhar um gesto a declarar.
Em cada beijo uma prova de não querer provar.
Em cada riso um risco de amor.
Em nossos signos nunca mais rancor.
Em cada luar, seus olhos estão.
Na lua do mar, há água cristalina.
No mistério da noite vejo teu rosto na janela da minha mente.

Renascimento (Junho de 2006) - 15 anos

Pôr do sol...
Meses atrás, o via quarenta e sete vezes por entardecer.


Pôr do sol...
Hoje, apenas três.


Tu és a flor que devo cativar?   
    Devo cativar a flor que tu és?


A brisa das estrelas em banhos de chuva caminha percurso longínquio.
Borboleta azul caramelada sonha comigo em madrugada.
Riachos evaporam formando neblinas.


De dentro do casulo uma fabulosa borboleta.


Amanhã (Junho de 2006) - 15 anos

É só pensar em você que muda o dia.
Nem quero saber se é certo te querer;
mas vou pensar em você.

Se cai a chuva, quero te ver.
Viver em paz comigo.

Alucinante coisa bonita de ser ver.
Primavera com flor...

N    oooossa..

 que
                         loucura 
é 
                o  
                              amor.

A eternidade ao alcance de todos (04/05/2006) - 15 anos

Tartarugas calmas e sabidas;
     com a mente clara;
desfrutam sua longevidade...

A serena e doce lua;
com seu olhar encantador;
   rabisca de luz céu azul cravejado de estrelas modernas.

O hálito do vento quebrando as esquinas outonais.

E
eu,
grão,
a contemplar 
a perplexidade
       do eterno...

Metamorfose (27/07/2004) - 13 anos

Eu vejo meu olhar de criança agora em mim.
Percebo minha voz num semi tom chinfrim.
Vejo o meu irmão afora brincando em si.
E um novo frio percorre veloz dentro de mim.
E o tempo não me manda uma resposta.
O tempo só me torna agora assim...

Eu posso escrever de uma maneira meiga.
Posso querer meu mundo agora lá fora.
E é preciso mesmo eu cuidar melhor de mim.
As flores belas meras podem sorrir, enfim..
E os passarinhos voam percorrendo o frio.
E o frio humano tenta entrar no meu jardim.

Não vou ficar aqui de um jeito sem ser feliz.
E eu percebo em minha volta palavras mil.
De um jeito estranho e novo que eu uso pra esculpir.
Consigo mudar o meu jeito de me vestir.

E, assim,
             minha vida vai mudando
                                                       e rio...

Viagens (10/03/2004) - 13 anos

Quando me sinto só, olho pro meu mar.
        Meu mar de tantas viagens, amores, dores e flores...
                 Meu mar maravilhoso, que, ao olhar, me orgulho.
                          Meu mar sem fim;
                                              eterno...