terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Artisticamente dizendo (2012) - 21 anos

Perdi a visão e a audição num acidente de trânsito. O que eu mais gostaria nesse momento é poder entender e, de fato, ver o que aquelas pessoas querem dizer. Mas não enxergo, não consigo ver e ouvir. Só posso me expressar através da arte e que nela possa criar uma forma de não sentir as coisas tão insípidas, amargas e inodoras que realmente são. Tenho um paladar aguçado, um ótimo faro. Inúmeras vezes sinto um gosto amargo denominado mau olhado, ou então sinto um aroma irritante, cheiro de hipocrisia e falsidade. Continuo não enxergando, nem ouvindo. Mas sei analisar, observar, sentir, ouvir a expressão de bom tom, sentir a melodia boa vinda do seu olhar. Sei enxergar com uma nova forma de olhar. Sei escutar sinalizações sonoras imperceptíveis aos insensíveis.
Perdi a visão e a audição, mas tenho a sensibilidade do tamanho de um imenso jardim. Muitos que possuem “perfeitas” visões e audições regam com lágrimas falaciosas seus jardins cujas flores são de plástico e a luz do sol é artificial.
Por que as pessoas não podem me enxergar de fato e perceber a profundidade do meu olhar? Por que só observam o que querem enxergar? Por que não escutam o que minha alma quer expressar? Julgam-me sem sequer me conhecer. São hipócritas, sarcásticos, preconceituosos e agem com discriminação.
Posso não estar com a fisiologia da visão e da audição desenvolvidas, mas sei e sinto quando as pessoas não estão bem. Sinto quando as pessoas precisam de atenção e carinho especiais. Sinto quando as pessoas realmente precisam de mim. Sinto-me presenteada com o lado artístico.
Percebo que muitas pessoas precisam ver como um deficiente visual (guia seus próprios passos). Precisam ouvir como um deficiente auditivo (escuta seu coração). Precisam falar com toda expressividade de um indivíduo que tem dificuldade de se comunicar com sons.
Reclamações rotineiras e monótonas rumo ao nada levam somente a frustrações, falta de aceitação e a 360º de si e suas observações imutáveis.


Peraí!!!


             Quais são os seus valores? 


 

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Só reflita (21/08/11) - 20 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2006
Mediocridade, descontentamento, mau humor. Perceba, reflita.
Agressivas palavras saltam como explosões de ódio das bocas alheias.
Ciúmes doentio, inveja sanguessuga, falsidade, hipocrisia, é tudo lindo e natural para quem não sabe dizer a verdade, muito menos ser de verdade. Mente para si mesmo e engana-se facilmente. Mas o pior de tudo é que se engana primeiramente e pensa que engana os outros. Na verdade pode até enganar, mas somente até um certo tempo.
Destrói seu fígado e demais órgãos de tantos sentimentos negativos/destrutivos.
Não queira viver outra vida além da sua, pois isso gera inúmeras frustrações.
Mantendo a respiração mais tranquila, os músculos mais relaxados, esvaziando a mente e fazendo o que te faz bem são alguns caminhos para seu melhor auto-conhecimento e bem-estar.

terça-feira, 8 de março de 2011

Homenagem a mim (08/03/11) - 20 anos


Poucos são aqueles que enriquecem e sabem valorizar o que realmente deve-se ser.
Enfatizam muito a negatividade rotineira.
Ficam bitolados com problemas por eles mesmos criados. 
Criticam tudo e todos quando a dificuldade de mudar está consigo mesmo.
Dramatizam ridiculamente o que poderia muito bem ser dialogado.
 
     As coisas não são assim!

                                       Não são!


                                                         Não são!


Nããoo                             são!


Nada evolui em desarmonia!

                                            Nada!

                                                              Nada!

Naaadaa!


Uma compra no Shopping não me faz feliz.
Se isso é difícil de entender, sinto lhe dizer que valorizo coisas muito maiores.
Mendigos, gente humilde, pessoas passando fome, crianças que sofrem, portadores de sérias doenças, pessoas rejeitadas, que sofrem preconceito (seja qual for).
Existe algo mais lindo do que receber um sorriso sincero deles? Sem sombras de dúvida conversaria em maior harmonia com eles do que com milionários infelizes em sua pobre existência.
E ainda tem gente que supervaloriza a porra (desculpa o termo) da novela da globo. 

Fico indignada.


                                Isso me emputece.


Desfrute a essência do seu ser.

Tudo tão simples (08/03/11) - 20 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2007


Ventos bateram nas janelas, 


               leves gritos de mudanças no vidro.

Estava tudo confuso


                                       desordenado.


Hesito entre o lado diurno/noturno do seu ser.


 Preferi a tardezinha  adicionada com sua doçura.



                Apenas são serenas estrelas.


    Umas piscam euforicamente de alegria.


                     Outras reservam-se...

                                          ...


                                     preservam-se...


Não há a necessidade de sempre querer saber dos sentimentos alheios.


                Cuide-se de si em pleonasmo.


  Aproveite a positividade do que lhe cerca.

               Só não sugue nada que se é vivo.


Lados opostos tendem a ter uma similaridade incrédula aos olhos nus.


   Nada é tão diferente, nem tão igual a ponto de ser diferentemente parecido.


       Não existe certo, nem errado.


           Pense apenas em aproveitar com lucidez.


      Ah! 

          (uma sugestão)


            Tente ser mais altruísta.




              E,


             num grito (de silêncio)


           expresso-me para os inertes:



                       desperte-se!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Se foi... (07/03/11) - 20 anos


A ausência de todo bem querer
                                             repõe.

Se põe...

Transversalmente pode querer;
                                             dispõe.
Repõe...

Novamente se foi...
                        
                                        se foi...      
   
                                                                  se foi...

O sonho de uma vida... (27/03/07) - 15 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2007
Sim, samba no pé aquece
felicidade presente em avenidas irreais...
Cérebro transporta às calçadas situações de bem estar pós acidente de partida...
Cultiva idéias e estilos agradáveis.
sapato velho estala em ausência de auto-controle em saber que mesmo velho é autêntico em sua vontade de permanecer com seu caráter forte de superação...
Pinguins sapateiam uniforme e sabiamente concretizando em si doce inocência perspicaz...

Não pense... (14/02/07) 15 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2009
Não pense... (14/02/07)

Cá estou eu mesma numa cama de imensos detalhes amarelos;
folhas tocam, nas janelas, ares de inocência e desdém...
Transição de imagem, em minha memória, não deixa de estar numa neblina perspicaz...
Sorriso gentil, agora parece ser hipócrita...
Não pense na razão...
Não...

Injustiça Clara... (27/03/07) - 15 anos

Injustiça Clara... (27/03/07)

Ausência de chão de vidro
limpo de corpo e alma
reveste clara mente tola
mascarada
finge ser pura
alma suja de caráter
opaco
satisfaz amargo
correr das noite claras
talas
estralar
sóbrio feitiço
ampara
encoraja
amarradas em senzalas
mentes claras...

Crônicas absolutas (17/01/07) - 15 anos



...e...em questão de segundos....o Sol caía em minhas lágrimas silenciosas...
Silenciavam segredos meus;
segredos brilhavam em meu coração flagelado de emoções contínuas...
Repentina solidão a dois;
que, num piscar de vento, tudo se acabava...
Seus raios refletiam nosso amor em luzes brandosas...
Vulgaridade sequer nem pensava em nascer...para saber o que?
Escuridão dos planetas conquistavam dia após dia rebelião encerrada...
Instante exclusivo;
seu apontamento designava...

Compasso em liberdade (04/01/07) - 15 anos




Quem entenderá os retratos da não vida sendo lida?
O capricho de cada disco sorri beleza interior...
Dores de felicidade já não sofrem mais;
Encantam...
Calor risca de luz valores exteriores;
Bola de sabão retrata imagem infantil...
E, cada onda de luz do mar, resgata natureza viva...

Tente desconectar-se... (05/02/2008) - 17 anos

Prefiro prestar atenção quando alguns querem disputar sua razão entre si mesmo e seus próprios pensamentos bitolados e egoístas...
Não importa!Pense o que for cabível em sua metamorfose crescente.
Se não for possível, tente pensar em esconder seus rancores e descontá-los nos irritantes exercícios ignóbeis de álgebra; de extrema concentração de perda de tempo...
Dentro de alguma dúvida de idéias pode estar escondida a preciosa pergunta que sempre tentou buscar e nunca econtrou sequer alguma hipótese de solução...
Sem justificar nenhuma situação de correlação existente.Pode ser preplexo o poder de viajar além de seus limites; ir adiante de seus grandiosos sonhos...
observe mais do que seus olhos podem ver...
Admire o que o pedacinho bondoso do seu coração consegue enxergar para sentir-se agradavelmente eminente ao ajudar quem necessita de seu riso benéfico de extrema compaixão preexistente...
Só os sabios percebem e sentem os mistérios da vida.

Palavras Maduras (17/01/11) - 19 anos


Levante sozinho
                                      desse chão menino!

Caiu...

                                            ...sim...

                                                                                          ...caiu.


                  Chorar não vale a pena.

                                                                                                          Levantar-se será opcional.


Caso queira limpar-se energeticamente com o choro,

                                                                                                            sinta-se a vontade.

Saiba que ninguém terá piedade...

                                                                    Ninguém,


                                                                                    ninguém,
                                                 ninguém...




       Ninguém irá te ajudar a levantar.


Tens forças (tem?),
                     tens pernas (ou não),
                                           tens vida (será?).

                                      Valorização soa num tom ironicamente interessante.

                                                          Reflita...

                            Então,

                                                                  olhando para dentro e fundo do seu ser,


                                              questiono:


reagirá, ou permanecerá nesse eterno marasmo?

Resgate de um coração (19/01/09) - 18 anos


Cada vez que eu choro, eu brilho.
Brilho por que lapido a jóia que sou.
Jóia, muitas vezes rara.
Jóia que chora ao notar e sentir-se abandonada.
E, abandonada, corro para o meu jardim interior.
Me escondo do mundo (feito um casulo).
Deito-me nesse deserto que eu mesma criei e rolo na areia do meu coração sem vida.
De repente, tudo escurece!
Fico assustada, recuada atrás de mim.
Tudo perde o brilho.
Lembro-me que diziam que ao passar por perto de mim, tudo ofuscava-se.
Era e ainda é triste certas recordações.
Mas basta! O vento já varreu a poeira do passado.

                                   ...

Vem em minha direção uma clara, doce e pura luz transparente/azul.
Agora sim observo a verdadeira situação.
Parecia que aquela escuridão não tinha fim.
Enfim.
No meio daquela candura, percebi o quão forte é o meu poder de não deixar nada me controlar.
O passado não mas me controla. Nada mais me controla. Pense o que quiser.
Sinto a chuva regando o meu jardim.
Uma chuva que cai limpando toda a tenebrosidade escura que existiu dentro de mim.
Olho o ressentimento que a água leva embora.
Toda a negatividade sai de mim.
Vai embora.
Já observo o sol, mas ainda não sinto o seu calor.
A chuva ainda cai sobre mim e vai tornando-se mansa.
A medida que ela toca o meu corpo, minha alma vai se acalmando.
Agora a água ressentida não está mais escura.
A brisa sopra os meus cabelos, acaricia a mim e ao meu passado.
Sinto-me mais madura.
Sinto o calor do sol que transmite, para dentro de mim, positiva energia não mais modificada.
E, na longa estrada, busco sempre o meu crescer.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Desmerecimento (2006) - 15 anos

Cheguei em "outro mundo". Para aquelas singelas crianças, um assunto rotineiro: carvoaria. Vida monótona e exercida com um sacrifício explorador. Olhei aqueles rostinhos, meus olhos transbordaram-se em lágrimas de um mundo cinza e injusto. Expressões e impressões invadiram meu coração. Vi em seus olhares algo além da tristeza. Necessitavam de amor verdadeiro, carinho e atenção. Disseram-me ter medo dos mais velhos, que os batiam caso opinassem. Compartilhei com eles um dia de misérias e fortes descobertas. As crianças dão um valor enorme a cada farelo de pão que ganham, a cada sorriso que lhes dão, a cada gesto carinhoso, enfim, a tudo o que, para nós, é comum.
Perguntei o sonho de cada uma daquelas enfraquecidas meninas. Obtive como resposta: "Gostaria de ser você, pois aí seria feliz." Minha voz travou em minha garganta dolorida de tanto nervosismo. O sonho daquela criança simplesmente me assustou.
A menina veio correndo em minha direção, me deu um abraço tão forte, mas tão forte e tão sincero que abaixei-me e disse para ela sempre lutar, vencer, estudar e ter uma profissão para sair daquela vida a qual pertencia. Recebi outro abraço.
A partir daquele dia amadureci e realmente comecei a dar valor a vida que levava.
Sete meses e meio depois, ao ligar a televisão, deparei-me com uma horrenda notícia: morte por doença pulmonar de uma criança carvoeira de Minas Gerais. Mostraram a foto. Era a menina que me abraçou. Não acreditei naquilo, não podia acreditar. Pensei ser um pesadelo. Não podia me conformar com a semelhança no tratamento entre crianças e animais.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu, gotas de mim (03/03/2007) - 16 anos

Sentada.
Sol de cada manhã escolar.
Cansada.
Beira do mar da atenção.
Amada.
Nada a declarar.


De cada prédio, imagem transitória atiça.
Ilumina rosto da rua sóbria.


Aves se enraizam em dores da humanidade.
Flores absorvem poderes oxigenados no silêncio dos bancos tristes solitários.

Gotas admiram parcialmente a evacuação dos barcos translúcidos em torno do céu.


Transformam-se em mútua visão do infinito.

Sonhe (01/03/2007) - 16 anos

Sonhos: caminhos luminosos, sombrios, normalmente enigmáticos.
O primeiro passo de uma criança pode ser o primeiro sonho inconsciente de um corredor.
Para alcançar o que almeja , dê o primeiro passo: sonhe grande o suficiente.

Pense (01/03/2007) - 16 anos

Pensamentos individuais 
                        progridem em coletividade.
A união atinge e concretiza grande número   
                      de idéias em criativos quadros.
E, vivendo juntos, 
                         acreditando adiante, 
                     tornam-se, naturalmente,
                                                           realidades.

Ilusão perdida (24/02/2006) - 15 anos

Vida difícil e sofrida. 
Vida não vivida. 
Será que realmente pode-se chamar de vida, o que aquela pessoa desmerecedora sofre? Não...
Dia, meio dia, sol raiando, dificuldades, para eles, rotina. 
Noite, meia noite.
Não dormem de preocupação. Solidão...
Se viver é uma arte, não é artista aquele homem querido. 
Sacrifício.
Salário? Sequer nunca o viu. 
                                                           Nuun ca...
Come com o dinheito que reciclou. 
Mesmo assim, agradece pelo o seu trabalho árduo. 
Não fica errando de bar em bar como muitos, lá enterram o seu salário.
Melancolia no miocárdio. 
Ardor.
Mau hálito incontestável. 
Mais educados que outros, outrora não estão em seu lugar.
Inocente sofredor.
Que, tudo isso, são apenas cacos do seu humilde coração.
                                                        Que papelão!

Suavidade azul (26/02/2007) - 16 anos

Palavra forte   
                  aparenta em plena virtude de amar

não mais 
           aquele que desfez-se em si válida poesia

provável ao olhos curiosos  
                de uma criança persistente em sua teimosia

perante aos meus olhos             sombrios de mim...

Por que não? (20/02/2007) - 15 anos

Pode ser que sim, no reflexo do não ser quem é...
    Tudo é questão de fim,              querer ou não...
Melodia do sim e do não ser em razão do seu, 
                                                 tão complexo,
                                                                      não...

Crises únicas (14/01/2007) - 15 anos

Satisfazer sua insatisfação de forma ambiciosa requer direito de escolha: compras ou amas?
Iludir-se pode ser uma insensata forma de não descompensar.
Buzinas causam transtornos em sua mente confusa.
Crises existenciais, talvez.
Fase cômica.
             Adolescência.
                         Irritabilidade e incoerência.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Luz da luminária (13/01/2007) - 15 anos

Estando aqui, posso adquirir perguntas quaisquer. 
      Pensamentos voam em seu exclusivo espaço.
 Inclusive, permita-se o engano, a correção.
                            Ajuste seus neurônios.
                  Sentimentos maduros de evolução.
                                       Evulsão...

Explosão de flores (09/01/2007) - 15 anos

Noite e dia se completam como flores em estações alternadas

Silenciam segredos brisantes como uma pipa no ar

Violas declaram viva sua existência mútua, vista em parábola coexistente

Sucessos elegem trevas de trovões enfeitiçando eleitos sonhos mirabolantes

Rasga-se um pedaço valorizado

Ato desnecessário

Valoriza uma poesia derramada sensivelmente em notas musicais

Permaneço com meu giz,traçando tangíveis encontros e desencontros.

                            Anagramas.

Confuso caso (06/01/2007) - 15 anos

Desenho tua alma de artista em minha revista emotiva.

Amorosidade honesta em filmes complexos de cenas imaginárias.

 Emoções à flor da pele...

Pele brilhante como a luz que cada vagalume carrega em si.


 Existe sempre uma questão...

Honra ao desafio de querer mudar.

Mudar para aceitar o canto do beija flor.

Cantar para afinar o encantamento nos ares.

Amor: soneto severo. Nada tenho a temer.

Verdades não absolutas e sinceras.

Flores na janela.

Mente aberta e, 

                          indiscreta forma

                                                           de ser 

                         
                             discreta.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mar tanto (05/02/2007) - 15 anos

Tingir de ouro o couro duro.

Ouvir a melhor música da semana.

Acreditar no que o vento sopra.

Viver o querer.

Querer viver.
Morrer...

de rir.
Absorver 
             os                    pecados 
                      e   a                               culpa

de trazer 
              
                     no coração 
                                                      certa
                 alegria   

                          que os incomoda...

que sangra...
                          que brilha...


Todo o esplendor de um dia a mais

cai nos meus pés
não cansados de tanto mar.

Ofusco de tanto brilho, 

brilhante de tanta estabilidade.

Choro de tanto riso,
riso pós choro.

Como a si mesma...

                                   amar...




Sabedoria fina (05/01/2007) - 15 anos

Riscos.

            Rabiscos.

Sol estrelado de estar por perto do raio de tua manhã.

      Dengosas manhas matinais.

   Arrastam-se douradas no céu. 

Noto notas de sua onda serena conquistada em plena imensidão.

Praia, conversa, som de namoro...

Naturalmente tão longe de um perto fim...

Mar do amor (02/01/2007) 15 anos

Na miragem de cada lírio de árvore vejo nua sua presença crua.
Vejo, e insiste...

Ressoa transparecer nebulosa a lenta chuva de violeta.
                                                          Violenta...

Cai a noite...meia noite.

Pessoas caçoam ares infalíveis.

Lugares..

                Esconderijos...

Lançam, ao longo do percurso mitologia festiva...

                                                      Mágica real.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reciprocidade (24/12/2006) - 15 anos

Redijo o perdido das aves que aqui sussurram lábios de serenos lugares sombrios.
Longevidade faz enraizarem poemas delirantes encadeados em chaves perdidas.
Saltos inexatos permanecem-se em perspicazes sabores amargos.
O luar filma répteis caçadores de enganos conflitíveis.
Caravanas em reencontros de saudades enfrentam tempestades de alívio.
Almofadas transbordam-se em penas de seres humanos insensíveis e com incontestáveis humores.
Pontes nos ligam em estradas longínquas de universos simbólicos.
Estrelas fazem originar fulgorosas cores únicas do raio de cada riso solar.
Pólos diferentes nos leva à realidade previsível de todos os anos.

E, cada lágrima, merece plena liberdade alheia...