terça-feira, 8 de março de 2011

Homenagem a mim (08/03/11) - 20 anos


Poucos são aqueles que enriquecem e sabem valorizar o que realmente deve-se ser.
Enfatizam muito a negatividade rotineira.
Ficam bitolados com problemas por eles mesmos criados. 
Criticam tudo e todos quando a dificuldade de mudar está consigo mesmo.
Dramatizam ridiculamente o que poderia muito bem ser dialogado.
 
     As coisas não são assim!

                                       Não são!


                                                         Não são!


Nããoo                             são!


Nada evolui em desarmonia!

                                            Nada!

                                                              Nada!

Naaadaa!


Uma compra no Shopping não me faz feliz.
Se isso é difícil de entender, sinto lhe dizer que valorizo coisas muito maiores.
Mendigos, gente humilde, pessoas passando fome, crianças que sofrem, portadores de sérias doenças, pessoas rejeitadas, que sofrem preconceito (seja qual for).
Existe algo mais lindo do que receber um sorriso sincero deles? Sem sombras de dúvida conversaria em maior harmonia com eles do que com milionários infelizes em sua pobre existência.
E ainda tem gente que supervaloriza a porra (desculpa o termo) da novela da globo. 

Fico indignada.


                                Isso me emputece.


Desfrute a essência do seu ser.

Tudo tão simples (08/03/11) - 20 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2007


Ventos bateram nas janelas, 


               leves gritos de mudanças no vidro.

Estava tudo confuso


                                       desordenado.


Hesito entre o lado diurno/noturno do seu ser.


 Preferi a tardezinha  adicionada com sua doçura.



                Apenas são serenas estrelas.


    Umas piscam euforicamente de alegria.


                     Outras reservam-se...

                                          ...


                                     preservam-se...


Não há a necessidade de sempre querer saber dos sentimentos alheios.


                Cuide-se de si em pleonasmo.


  Aproveite a positividade do que lhe cerca.

               Só não sugue nada que se é vivo.


Lados opostos tendem a ter uma similaridade incrédula aos olhos nus.


   Nada é tão diferente, nem tão igual a ponto de ser diferentemente parecido.


       Não existe certo, nem errado.


           Pense apenas em aproveitar com lucidez.


      Ah! 

          (uma sugestão)


            Tente ser mais altruísta.




              E,


             num grito (de silêncio)


           expresso-me para os inertes:



                       desperte-se!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Se foi... (07/03/11) - 20 anos


A ausência de todo bem querer
                                             repõe.

Se põe...

Transversalmente pode querer;
                                             dispõe.
Repõe...

Novamente se foi...
                        
                                        se foi...      
   
                                                                  se foi...

O sonho de uma vida... (27/03/07) - 15 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2007
Sim, samba no pé aquece
felicidade presente em avenidas irreais...
Cérebro transporta às calçadas situações de bem estar pós acidente de partida...
Cultiva idéias e estilos agradáveis.
sapato velho estala em ausência de auto-controle em saber que mesmo velho é autêntico em sua vontade de permanecer com seu caráter forte de superação...
Pinguins sapateiam uniforme e sabiamente concretizando em si doce inocência perspicaz...

Não pense... (14/02/07) 15 anos

Luiza Bellei Cordeiro 2009
Não pense... (14/02/07)

Cá estou eu mesma numa cama de imensos detalhes amarelos;
folhas tocam, nas janelas, ares de inocência e desdém...
Transição de imagem, em minha memória, não deixa de estar numa neblina perspicaz...
Sorriso gentil, agora parece ser hipócrita...
Não pense na razão...
Não...

Injustiça Clara... (27/03/07) - 15 anos

Injustiça Clara... (27/03/07)

Ausência de chão de vidro
limpo de corpo e alma
reveste clara mente tola
mascarada
finge ser pura
alma suja de caráter
opaco
satisfaz amargo
correr das noite claras
talas
estralar
sóbrio feitiço
ampara
encoraja
amarradas em senzalas
mentes claras...

Crônicas absolutas (17/01/07) - 15 anos



...e...em questão de segundos....o Sol caía em minhas lágrimas silenciosas...
Silenciavam segredos meus;
segredos brilhavam em meu coração flagelado de emoções contínuas...
Repentina solidão a dois;
que, num piscar de vento, tudo se acabava...
Seus raios refletiam nosso amor em luzes brandosas...
Vulgaridade sequer nem pensava em nascer...para saber o que?
Escuridão dos planetas conquistavam dia após dia rebelião encerrada...
Instante exclusivo;
seu apontamento designava...

Compasso em liberdade (04/01/07) - 15 anos




Quem entenderá os retratos da não vida sendo lida?
O capricho de cada disco sorri beleza interior...
Dores de felicidade já não sofrem mais;
Encantam...
Calor risca de luz valores exteriores;
Bola de sabão retrata imagem infantil...
E, cada onda de luz do mar, resgata natureza viva...

Tente desconectar-se... (05/02/2008) - 17 anos

Prefiro prestar atenção quando alguns querem disputar sua razão entre si mesmo e seus próprios pensamentos bitolados e egoístas...
Não importa!Pense o que for cabível em sua metamorfose crescente.
Se não for possível, tente pensar em esconder seus rancores e descontá-los nos irritantes exercícios ignóbeis de álgebra; de extrema concentração de perda de tempo...
Dentro de alguma dúvida de idéias pode estar escondida a preciosa pergunta que sempre tentou buscar e nunca econtrou sequer alguma hipótese de solução...
Sem justificar nenhuma situação de correlação existente.Pode ser preplexo o poder de viajar além de seus limites; ir adiante de seus grandiosos sonhos...
observe mais do que seus olhos podem ver...
Admire o que o pedacinho bondoso do seu coração consegue enxergar para sentir-se agradavelmente eminente ao ajudar quem necessita de seu riso benéfico de extrema compaixão preexistente...
Só os sabios percebem e sentem os mistérios da vida.

Palavras Maduras (17/01/11) - 19 anos


Levante sozinho
                                      desse chão menino!

Caiu...

                                            ...sim...

                                                                                          ...caiu.


                  Chorar não vale a pena.

                                                                                                          Levantar-se será opcional.


Caso queira limpar-se energeticamente com o choro,

                                                                                                            sinta-se a vontade.

Saiba que ninguém terá piedade...

                                                                    Ninguém,


                                                                                    ninguém,
                                                 ninguém...




       Ninguém irá te ajudar a levantar.


Tens forças (tem?),
                     tens pernas (ou não),
                                           tens vida (será?).

                                      Valorização soa num tom ironicamente interessante.

                                                          Reflita...

                            Então,

                                                                  olhando para dentro e fundo do seu ser,


                                              questiono:


reagirá, ou permanecerá nesse eterno marasmo?

Resgate de um coração (19/01/09) - 18 anos


Cada vez que eu choro, eu brilho.
Brilho por que lapido a jóia que sou.
Jóia, muitas vezes rara.
Jóia que chora ao notar e sentir-se abandonada.
E, abandonada, corro para o meu jardim interior.
Me escondo do mundo (feito um casulo).
Deito-me nesse deserto que eu mesma criei e rolo na areia do meu coração sem vida.
De repente, tudo escurece!
Fico assustada, recuada atrás de mim.
Tudo perde o brilho.
Lembro-me que diziam que ao passar por perto de mim, tudo ofuscava-se.
Era e ainda é triste certas recordações.
Mas basta! O vento já varreu a poeira do passado.

                                   ...

Vem em minha direção uma clara, doce e pura luz transparente/azul.
Agora sim observo a verdadeira situação.
Parecia que aquela escuridão não tinha fim.
Enfim.
No meio daquela candura, percebi o quão forte é o meu poder de não deixar nada me controlar.
O passado não mas me controla. Nada mais me controla. Pense o que quiser.
Sinto a chuva regando o meu jardim.
Uma chuva que cai limpando toda a tenebrosidade escura que existiu dentro de mim.
Olho o ressentimento que a água leva embora.
Toda a negatividade sai de mim.
Vai embora.
Já observo o sol, mas ainda não sinto o seu calor.
A chuva ainda cai sobre mim e vai tornando-se mansa.
A medida que ela toca o meu corpo, minha alma vai se acalmando.
Agora a água ressentida não está mais escura.
A brisa sopra os meus cabelos, acaricia a mim e ao meu passado.
Sinto-me mais madura.
Sinto o calor do sol que transmite, para dentro de mim, positiva energia não mais modificada.
E, na longa estrada, busco sempre o meu crescer.