segunda-feira, 7 de março de 2011

Resgate de um coração (19/01/09) - 18 anos


Cada vez que eu choro, eu brilho.
Brilho por que lapido a jóia que sou.
Jóia, muitas vezes rara.
Jóia que chora ao notar e sentir-se abandonada.
E, abandonada, corro para o meu jardim interior.
Me escondo do mundo (feito um casulo).
Deito-me nesse deserto que eu mesma criei e rolo na areia do meu coração sem vida.
De repente, tudo escurece!
Fico assustada, recuada atrás de mim.
Tudo perde o brilho.
Lembro-me que diziam que ao passar por perto de mim, tudo ofuscava-se.
Era e ainda é triste certas recordações.
Mas basta! O vento já varreu a poeira do passado.

                                   ...

Vem em minha direção uma clara, doce e pura luz transparente/azul.
Agora sim observo a verdadeira situação.
Parecia que aquela escuridão não tinha fim.
Enfim.
No meio daquela candura, percebi o quão forte é o meu poder de não deixar nada me controlar.
O passado não mas me controla. Nada mais me controla. Pense o que quiser.
Sinto a chuva regando o meu jardim.
Uma chuva que cai limpando toda a tenebrosidade escura que existiu dentro de mim.
Olho o ressentimento que a água leva embora.
Toda a negatividade sai de mim.
Vai embora.
Já observo o sol, mas ainda não sinto o seu calor.
A chuva ainda cai sobre mim e vai tornando-se mansa.
A medida que ela toca o meu corpo, minha alma vai se acalmando.
Agora a água ressentida não está mais escura.
A brisa sopra os meus cabelos, acaricia a mim e ao meu passado.
Sinto-me mais madura.
Sinto o calor do sol que transmite, para dentro de mim, positiva energia não mais modificada.
E, na longa estrada, busco sempre o meu crescer.

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