quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nós poderosas (Dezembro de 2006) - 15 anos

Senti vontade de escrever o indescritível;
Explicar o inexplicável e fazer existir o inexistente.
Uma ausência qualquer exalta saltos inexatos e, em minhas poesias, o sentido não faz sentido.
O certo pode ser incerto e o exato inexato.

Flores nos atingem e tornamos mulheres em dias nublados outonais.
Meninas que brincavam tornam-se mulheres maduras que brincam de viver e aprender.
Vivem de erros e acertos, saudades de recordações de bonecas amadas e abandonadas.
Vivem do agora, do hoje, do amanhã e do ontem;
Vivem do amor e da emoção de viver bem.

Momentos retratam reflexos em espelhos cósmicos inespelhados em jovens choros crônicos;
Certamente o espaço brilha com cores de rotação, dores de rumo ao nada.
Montanhas reacendem o brilho dos olhares de cavernas nebulosas requisitas de orgulho e poderes reais.
Lanternas fecham-se em voltas de distúrbios.
Roupas flutuam em varais presos em nuvens de solidão.

E, gotas de chuva, faz nos sermos eternas mulheres maduras...

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